Visto de trabalho

Visto D1 — Trabalho subordinado

O Visto D1 destina-se a estrangeiros com contrato de trabalho subordinado em Portugal. Requisitos, documentos, taxa consular e prazos actualizados para 2026.

O que você vai conquistar neste módulo

Certeza de que o Visto D1 — Trabalho Subordinado é a via certa para seu caso.

Clareza total sobre proposta, promessa e contrato — e qual documento sustenta o pedido.

Empresa alinhada com o papel dela — que agora inclui **iniciar o processo junto da Embaixada**, no caso dos pedidos apresentados no Brasil.

Dossiê completo: seus documentos, os da empresa e os do seu país.

Apostilas e traduções resolvidas, sem gasto desnecessário.

Formulário preenchido com coerência e processo montado na ordem certa.

Pedido entregue no Consulado ou na VFS Global, com protocolo em mãos.

**Visto D1 emitido no passaporte** — o módulo termina aqui.

Este módulo começa quando você já tem uma **promessa de contrato ou um contrato de trabalho** com uma empresa em Portugal. Se ainda não tem, a etapa certa é a anterior: Trabalhar em Portugal.

E termina no momento em que o visto é emitido. A viagem, a chegada a Portugal e a autorização de residência pertencem às próximas etapas da Jornada — cada uma terá o próprio módulo.

Antes de começar

O que você precisa ter em mãos

**Promessa de contrato ou contrato de trabalho** com uma empresa em Portugal (ou, no mínimo, uma proposta séria em vias de virar promessa — a Missão 2 explica a diferença).

**Passaporte válido** — se está perto de vencer, renove antes de tudo.

Acesso de contato com a empresa (a pessoa do RH ou quem assina) — várias missões dependem de documentos que só ela pode fornecer.

Antes de investir dinheiro — leia isto primeiro

Este é o momento de **organizar documentos, verificar requisitos e preparar tudo com antecedência** — não de gastar.

O período de análise pode variar. Por isso, use esse tempo para continuar organizando tudo o que será necessário caso o visto seja aprovado:

Pesquisar cidades e regiões onde você gostaria de viver.

Pesquisar alojamento — conhecer preços, bairros e formatos, sem assinar nada.

Pesquisar o custo de vida real do dia a dia.

Conhecer os primeiros documentos que você terá de obter ao chegar (NIF, NISS, conta bancária — cada um terá módulo próprio na Jornada).

Aprender como funciona Portugal: transportes, saúde, moradia, cultura de trabalho.

A ideia não é incentivar despesas — é incentivar preparação. Pesquisar é grátis; comprometer-se é que custa. Quando o visto for aprovado, você já sabe exatamente o que fazer — e aí sim executa rápido, sem ter perdido dinheiro no caminho.

Observação sobre o NIF

O NIF (Número de Identificação Fiscal) pode ser obtido antes mesmo de conseguir uma promessa ou contrato de trabalho e pode facilitar alguns procedimentos futuros. Quem desejar pode consultar o módulo específico ou contratar esse serviço através da Central do Imigrante. Este módulo não ensina a obter o NIF.

Observação sobre o NISS

Em alguns casos, o NISS (Número de Identificação da Segurança Social) pode ser obtido após a obtenção do NIF e antes da emissão da promessa ou contrato de trabalho. Este procedimento será explicado no módulo próprio.

Quem pode seguir este caminho

Quem pode pedir

Você vai trabalhar **para uma empresa em Portugal** (trabalho subordinado: há chefe, horário e salário mensal).

Você tem (ou está prestes a ter) **promessa de contrato ou contrato de trabalho** com essa empresa.

Você vai apresentar o pedido **no Consulado de Portugal (ou na VFS Global) do país onde reside**.

Quem não pode pedir por esta via

Quem vai prestar serviços como trabalhador independente ou abrir empresa — a via é o **Visto D2**. Para prestação de serviços por conta própria, o módulo Visto D2 — Atividade Independente já está disponível na Jornada.

Quem vai exercer função altamente qualificada — a via pode ser o **Visto D3 — Atividade Altamente Qualificada** (a Missão 1 ajuda a decidir).

Quem ainda não tem vínculo nenhum com uma empresa — primeiro a etapa Trabalhar em Portugal. E atenção: desde a Lei 61/2025, o visto de procura de trabalho só existe na modalidade para altamente qualificados (regulamentação pendente) — não conte com ele como plano B.

Casos especiais

**Cidadãos da CPLP** também precisam de visto consular — desde junho de 2024 (Decreto-Lei 41-A/2024), entrar como turista deixou de ser uma via geral de regularização. Dependendo do caso, a via pode ser o Visto CPLP em vez do D1; na dúvida, o Diagnóstico indica o caminho.

**Familiares que vão junto:** cada pessoa tem o próprio processo — este módulo trata do trabalhador. O reagrupamento familiar tem etapa própria na Jornada.

Já está em Portugal? Leia antes de qualquer outra coisa

Quem já está em Portugal **pode reunir praticamente toda a documentação** deste módulo — e vale a pena fazê-lo.

Planeje com essa realidade desde o início — é melhor saber agora do que descobrir com as malas prontas.

Regra nova para pedidos apresentados no Brasil (a partir de 1/8/2026)

Confirmar que o Visto D1 é o visto certo para você

Ter certeza de que o Visto D1 é a via certa para seu caso — antes de investir tempo e a taxa consular.

15 minutos

facil

**Diagnóstico** — confirme sua via migratória em poucos minutos · Abrir ferramenta

Como fazer

**Confirme que o trabalho é subordinado.** A pergunta é simples: no dia a dia, há chefe, horário e salário mensal pagos por uma empresa em Portugal? Se sim, é trabalho subordinado — território do D1. Se você vai emitir fatura por serviço prestado a clientes, é trabalho independente — território do Visto D2 — Atividade Independente.

**Confirme o documento da empresa.** Você precisa ter uma promessa de contrato ou um contrato (a Missão 2 valida qual dos dois você tem). Sem esse vínculo, o D1 não pode ser pedido.

**Descarte o Visto D3.** Se a função exige qualificação superior ou especialização técnica com remuneração elevada, o enquadramento pode ser o Visto D3 — Atividade Altamente Qualificada. Pergunte à empresa como a vaga foi classificada; na dúvida, confirme antes de avançar.

**Se você é cidadão de país da CPLP**, a lógica é a mesma — o pedido também é consular. Em alguns casos o Visto CPLP pode ser a via em vez do D1; o Diagnóstico considera isso no seu resultado.

**Confirme onde vai apresentar o pedido:** no Consulado de Portugal (ou na VFS Global) do país onde você reside. Se você já está em Portugal, releia o alerta da seção "Quem pode seguir este caminho" — ele existe para evitar falsas expectativas.

Certeza escrita em uma frase: "Meu caso é Visto D1, e vou apresentar o pedido em [cidade/país]."

Antes de continuar confirme que

Confirmei que o trabalho é subordinado (chefe, horário, salário).

Tenho promessa ou contrato (ou está sendo emitido).

Descartei o D2 e o D3 para meu caso.

Sei em que Consulado ou VFS Global vou apresentar o pedido.

Via confirmada. Agora vamos ao documento mais importante do processo.

Proposta × promessa × contrato: qual documento você tem?

Saber exatamente qual documento você tem em mãos — e garantir que ele sustenta o pedido do visto.

30 a 60 minutos

atencao

**Modelo comentado de promessa de contrato** — o texto que a empresa pode adaptar · Ver modelo

**Missão "Proposta × promessa × contrato" do módulo anterior** — se quiser rever a negociação · Abrir

**Salário Líquido (IRS 2026)** — confira quanto sobra, por mês, do salário indicado na promessa, já com IRS e Segurança Social · Abrir ferramenta

Como fazer

Esta é a explicação que elimina a maior confusão do processo. São três documentos diferentes, com pesos diferentes:

Proposta de trabalho

É o "queremos você": um e-mail, uma carta ou uma conversa em que a empresa manifesta interesse. Pode mencionar cargo e salário, mas **não compromete juridicamente** a empresa.

**Serve para o visto? Não.** A proposta é o início da conversa — nunca a base do pedido.

**Exemplos reais:**

A empresa enviou um e-mail dizendo que pretende contratar você, citando o cargo e uma faixa salarial. Isso normalmente **não é suficiente** para instruir o pedido de visto — é uma proposta; o passo seguinte é transformá-la em promessa.

O recrutador confirmou a vaga por WhatsApp ou por telefone. Para o Consulado, isso não existe: nenhum acordo verbal ou informal sustenta o pedido.

Você recebeu uma "carta de intenção" em papel timbrado, mas sem o NIPC (número de identificação da empresa), sem salário definido e sem assinatura formal. Continua sendo proposta — bonita, mas proposta.

Promessa de contrato de trabalho

É um documento **formal e vinculativo**: a empresa se compromete a contratar você, e o contrato passa a valer quando você entra em Portugal com o visto. Deve conter:

Identificação completa da empresa: denominação, NIPC e morada.

Identificação do trabalhador: nome completo e número do passaporte.

Função que você vai exercer.

Salário (retribuição mensal).

Horário e local de trabalho.

Cláusula indicando que o contrato produz efeitos com sua entrada em Portugal.

Assinatura de **quem tem poderes para obrigar a empresa** — de preferência assinatura digital pela Chave Móvel Digital (CMD).

**Serve para o visto? Sim.** Em 2026, é a via mais comum e mais prática para o D1.

**Exemplos reais:**

Você recebeu um PDF assinado digitalmente pelo administrador, com NIPC, função, salário exato, horário, local e a cláusula de efeitos com a entrada em Portugal. Este é normalmente **o documento utilizado** para solicitar o Visto D1 — pode avançar com segurança.

O documento tem quase tudo, mas diz "salário conforme tabela interna". Está incompleto: peça a versão com o valor exato antes de avançar — o Consulado não consulta tabela nenhuma.

A promessa veio assinada pela "coordenadora de RH", mas na certidão permanente quem obriga a empresa é o administrador. Peça a assinatura de quem tem poderes — esse detalhe já travou muitos processos.

Contrato de trabalho

É o vínculo definitivo, assinado pelas duas partes — normalmente com cláusula condicionando o início à concessão do visto.

**Serve para o visto? Sim.** Tem o mesmo efeito da promessa para o pedido; a diferença é o momento em que o vínculo nasce.

**Exemplo real:**

A empresa preferiu assinar diretamente o contrato, com cláusula de que o trabalho começa quando o visto for concedido. Serve para o pedido tanto quanto a promessa — não é preciso pedir uma promessa além dele.

**A regra de bolso:** proposta abre a conversa · promessa sustenta o visto · contrato formaliza o trabalho. Para o Consulado, promessa ou contrato — nunca a proposta.

Agora, os passos:

**Identifique qual dos três documentos você tem.** Leia com calma: tem NIPC? Tem cláusula de compromisso? Tem assinatura formal? Se falta isso, é uma proposta.

**Se você só tem uma proposta**, peça a promessa à empresa — o módulo anterior tem o passo a passo dessa conversa e o modelo pronto para a empresa adaptar.

**Valide os 7 elementos da lista acima**, um a um, no seu documento. Qualquer campo vago ("salário a combinar", "função na área de...") deve ser corrigido agora — depois de entregue ao Consulado, corrigir custa semanas.

**Confirme quem assinou.** A assinatura deve ser de quem consta na certidão permanente da empresa como tendo poderes para obrigá-la (a Missão 5 inclui essa certidão entre os documentos que a empresa fornece). Assinatura pela CMD facilita a verificação de autenticidade pelas autoridades.

Promessa de contrato (ou contrato) validada, com os 7 elementos conferidos.

Antes de continuar confirme que

Sei exatamente qual documento tenho: proposta, promessa ou contrato.

Se era só proposta, já pedi a promessa à empresa.

Conferi os 7 elementos, um a um.

A assinatura é de quem tem poderes para obrigar a empresa.

O coração do processo está validado. Agora vamos garantir que a empresa também está pronta para o papel dela.

Empresa preparada: quem inicia o processo agora é ela

Confirmar que a empresa sabe que **o início do processo é responsabilidade dela** — e identificar em que situação o seu caso está.

1 a 3 dias (depende da resposta da empresa)

media

O que mudou

Para os pedidos apresentados **no Brasil, a partir de 1 de agosto de 2026**, o processo do visto de trabalho começa obrigatoriamente **pela empresa contratante em Portugal**: é ela (ou o advogado/solicitador que a representa) que comunica a contratação e formaliza o pedido de agendamento junto da **Embaixada de Portugal em Brasília**. Pedidos enviados pelo próprio trabalhador ou por intermediários não são aceites.

Esta missão é **informativa**: você não tem procedimento para executar aqui — o seu papel é confirmar que a empresa sabe do dever dela. O detalhe operacional do lado da empresa (o que enviar, para onde e com que elementos) está nas seções **Documentos explicados** e **Modelos** deste módulo.

Em que situação está o seu processo?

**✅ Empresa informada** — a empresa confirmou que conhece o procedimento e que vai formalizar (ou já formalizou) o pedido junto da Embaixada. Você pode marcar esta missão como concluída e avançar.

**⏳ Empresa ainda não informada** — a empresa não sabe do novo procedimento. Encaminhe a página oficial da Embaixada (está nas Fontes oficiais) e peça que o RH ou quem assina trate do pedido.

**❓ Não sei** — pergunte diretamente à empresa antes de avançar: sem este passo do lado dela, não haverá agendamento.

O que a Embaixada e o Consulado esperam da empresa

Na prática, o que se espera da empresa é simples:

**Existir e funcionar de verdade** — com atividade compatível com a vaga que ofereceu a você.

**Estar em dia com as obrigações** — sem dívidas à Autoridade Tributária nem à Segurança Social.

**Ter como pagar o salário prometido.**

**Precisar de fato daquela contratação** — a vaga faz sentido no negócio da empresa.

Um exemplo para visualizar: uma empresa com atividade real, sem dívidas, contratando para uma função que combina com o negócio — a análise flui naturalmente. Já uma empresa aberta no mês passado, sem atividade, prometendo três salários mínimos para um cargo genérico, levanta perguntas. É só isso que o Consulado faz: verifica se a história daquela contratação se sustenta.

Há ainda um procedimento que cabe **só à empresa**: quando exigido, ela cumpre o processo junto do IEFP (o serviço público de emprego em Portugal) antes de emitir a promessa — em resumo, mostra que a vaga esteve disponível para quem já está no mercado de trabalho nacional. Essa parte não é sua; o módulo anterior explica como a empresa faz.

Os passos:

**Converse com a empresa** (RH ou quem assina) e confirme que ela sabe o que o processo envolve do lado dela — incluindo que, para pedidos no Brasil, **é ela que formaliza o pedido de agendamento junto da Embaixada**. Empresas que já contrataram estrangeiros conhecem o caminho; para as demais, esta missão é o roteiro da conversa.

**Pergunte sobre o IEFP:** a vaga passou pelo procedimento, quando exigido? Se a empresa não souber do que se trata, indique o guia do módulo anterior — resolver isso antes evita o principal atraso do lado da empresa.

**Peça desde já os documentos da empresa** (a lista completa está na Missão 5) — assim eles chegam a tempo, sem correria.

**Faça sua própria verificação básica:** o site existe, a atividade bate com a vaga, o NIPC da promessa confere com o da certidão da empresa. Você já fez uma verificação parecida no módulo anterior; aqui é só confirmar que nada mudou.

Empresa informada: ela sabe que o início do processo é responsabilidade dela, o IEFP está encaminhado (quando exigido) e você confirmou os dados básicos.

Antes de continuar confirme que

Conversei com a empresa sobre o papel dela no processo.

A empresa está **informada** de que é ela que formaliza o pedido junto da Embaixada (pedidos no Brasil).

O procedimento do IEFP foi confirmado (ou não se aplica ao caso).

Pedi os documentos da empresa.

Verifiquei site, atividade e NIPC.

Os dois lados do processo estão alinhados — e a empresa sabe que a vez agora é dela.

Validação pela Embaixada

Entender o que acontece depois de a empresa formalizar o pedido — e o que você pode (e não pode) fazer enquanto espera.

Depende da Embaixada — não é um prazo que você controla

facil

Como funciona

Com o pedido formalizado pela empresa, a **Embaixada de Portugal em Brasília** verifica se a empresa cumpre os requisitos definidos para a contratação. Só depois dessa validação é possível o agendamento do trabalhador.

Nesta fase **não há nada para você entregar**: a comunicação acontece entre a Embaixada e a empresa. O seu papel é usar este tempo para adiantar as próximas missões — dossiê pessoal, documentos da empresa, apostilas e formulário.

Empresa validada pela Embaixada — o agendamento do seu atendimento passa a ser possível.

Antes de continuar confirme que

A empresa formalizou o pedido junto da Embaixada.

Estou a usar a espera para adiantar as missões seguintes.

A validação está em curso — e você não está parado: o dossiê avança em paralelo.

Reunir os documentos do trabalhador

Ter a pasta pessoal completa: todos os documentos que dependem só de você, prontos e dentro da validade.

1 a 3 semanas (depende dos prazos de emissão no seu país)

media

**Checklist do visto** — organize a documentação item a item · Abrir ferramenta

**Meios de subsistência** — calcule quanto precisa comprovar · Abrir ferramenta

Como fazer

**Passaporte** — confirme a validade mínima exigida pelo Consulado (em regra, deve cobrir com folga o período do visto). Perto de vencer? Renove antes de qualquer outro passo.

**Registro criminal do país de origem** (no Brasil, a certidão de antecedentes criminais) — e de países onde você tenha residido por mais de um ano. Não peça cedo demais: os Consulados costumam aceitar apenas certidões recentes (em geral, emitidas há menos de 90 dias). Emita quando o restante do dossiê estiver quase pronto.

**Autorização de consulta ao registo criminal português** — é um campo/declaração que você assina no próprio pedido, autorizando as autoridades portuguesas a consultar o registo em Portugal. Só é preciso saber que existe e assinar no lugar certo (Missão 7).

**Comprovativo de alojamento em Portugal** — contrato de arrendamento, termo de responsabilidade de quem vai receber você (modelo na seção Modelos) ou reserva, conforme o posto aceita. Coerente com a morada do formulário, sem contrato definitivo nem caução nesta fase.

**Meios de subsistência** — extratos ou poupança que mostrem que você se sustenta no início. Referência prática: 100% do salário mínimo português por mês (€920 em 2026) para o requerente; a calculadora faz as contas para o seu caso. A promessa de contrato conta como elemento complementar na análise.

**Seguro de viagem (quando exigido pelo Consulado ou pela VFS Global).**

**NIF, se você já tiver** — não é este módulo que ensina a obter (veja a observação na Preparação), mas, se já tem, inclua no dossiê.

**Fotografias recentes** — fundo claro, no padrão exigido pelo posto.

Pasta do trabalhador completa (física e digital), com validades sob controle.

Antes de continuar confirme que

Passaporte com validade confirmada.

Sei quando vou emitir o registro criminal (nem cedo demais, nem tarde demais).

Comprovativo de alojamento definido (sem gasto irreversível).

Meios de subsistência calculados e comprováveis.

Pasta digital criada e organizada.

Sua parte do dossiê está pronta. Agora, a parte da empresa e do seu país.

Obter os documentos da empresa e do país

Completar o dossiê com os documentos que dependem da empresa e com os requisitos específicos do seu país.

3 a 10 dias

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Como fazer

**Parte 1 — Documentos da empresa** (você pediu na Missão 3; agora é conferir):

**Promessa de contrato ou contrato assinado** — validado na Missão 2, de preferência com assinatura pela CMD.

**Declaração do IEFP**, quando aplicável ao caso — é a prova de que a empresa cumpriu o procedimento junto do IEFP.

**Certidão permanente da empresa** — basta o **código de acesso** (a empresa fornece); é com ela que se confirma quem tem poderes para assinar.

**Comprovativos de situação regularizada** perante a Autoridade Tributária e a Segurança Social — a empresa obtém nos portais oficiais em minutos.

**Parte 2 — Documentos que dependem do país:**

**Abra a página oficial do Consulado de Portugal (ou da VFS Global) do seu país** e leia a lista específica do visto de residência para trabalho subordinado. Cada posto publica a própria lista, com particularidades — **essa página manda** sobre qualquer lista genérica, inclusive a deste módulo.

Anote as particularidades locais: formato de fotografia, cópias exigidas, comprovativos adicionais, forma de pagamento da taxa. No Brasil, por exemplo, o pedido passa pela VFS Global e a certidão de antecedentes criminais é a da Polícia Federal (emitida online).

Dossiê completo: seus documentos + documentos da empresa + requisitos do seu país confirmados na fonte oficial.

Antes de continuar confirme que

Recebi promessa/contrato assinado e a declaração do IEFP (quando aplicável).

Tenho o código de acesso da certidão permanente.

Recebi os comprovativos de não dívida (AT e Segurança Social).

Li a lista oficial do meu Consulado ou VFS Global e anotei as particularidades.

Dossiê completo. Falta dar validade internacional aos documentos.

Apostilar e traduzir

Deixar os documentos estrangeiros com validade reconhecida em Portugal: apostilas feitas e traduções certificadas onde forem necessárias.

2 a 10 dias

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Como fazer

**Identifique o que precisa de Apostila da Haia.** Em regra, são os **documentos públicos estrangeiros**: registro criminal do país de origem, certidões civis e diplomas, quando exigidos. Documentos emitidos em Portugal (como os da empresa) não precisam.

**Apostile no órgão competente do seu país.** No Brasil, a apostila é feita em cartórios autorizados — leve o documento original. Em outros países, verifique a autoridade competente da Convenção de Haia.

**Se seu país não faz parte da Convenção de Haia**, o caminho é a **legalização consular** do documento — o próprio Consulado indica o procedimento.

**Traduza apenas o que não está em português.** A tradução deve ser **certificada** (tradutor juramentado ou certificação reconhecida pelo Consulado). Traduza a versão final e já apostilada do documento — nunca antes.

**Observação para cidadãos da CPLP:** documentos emitidos originalmente em língua portuguesa **normalmente não necessitam de tradução**. Quando existirem exceções, elas estarão indicadas na lista do seu Consulado — na dúvida, pergunte ao posto antes de pagar qualquer tradução.

Todos os documentos estrangeiros apostilados (ou legalizados) e traduzidos onde necessário.

Antes de continuar confirme que

Sei exatamente quais documentos precisam de apostila — e apostilei os originais finais.

Verifiquei se meu país está na Convenção de Haia (ou usei a legalização consular).

Traduzi apenas o que não está em português, com tradução certificada.

Nada foi traduzido antes de apostilar.

Dossiê com validade internacional. Agora, o formulário — a peça que amarra tudo.

Preencher o formulário e montar o processo

Formulário oficial preenchido com total coerência com os documentos, e processo montado na ordem que o Consulado espera.

2 a 4 horas

atencao

**Checklist do visto** — confira o processo item a item antes de fechar a pasta · Abrir ferramenta

Como fazer

**Baixe o formulário de pedido de visto nacional** no Portal de Vistos do MNE (vistos.mne.gov.pt) ou na página da VFS Global do seu país — use sempre a versão atual.

**Preencha com os documentos ao lado.** Cada campo deve bater com o dossiê: função e salário iguais aos da promessa; morada em Portugal igual ao comprovativo de alojamento; datas e nomes iguais aos do passaporte. É essa coerência que a análise verifica primeiro.

**Assine em todos os campos exigidos** — incluindo a autorização de consulta ao registo criminal português (Missão 4).

**Monte o processo na ordem da lista do seu Consulado** (Missão 5): formulário em cima, depois os documentos na sequência da lista. Parece detalhe, mas facilita a conferência no balcão — e transmite organização.

**Digitalize o processo completo** já montado. Essa cópia é seu seguro: se algo se extraviar ou um esclarecimento for pedido, você sabe exatamente o que entregou.

Processo completo, coerente, assinado, na ordem certa — e com cópia digital de tudo.

Antes de continuar confirme que

Formulário na versão atual, preenchido e conferido contra os documentos.

Todas as assinaturas feitas (incluindo a autorização de consulta).

Processo montado na ordem da lista do Consulado.

Cópia digital completa guardada.

Processo pronto para sair de casa. Hora de marcar o grande dia.

Agendamento e atendimento presencial

Pedido entregue: atendimento realizado na data comunicada, documentos submetidos, taxa paga e protocolo guardado.

A espera pelo agendamento varia · a entrega em si leva 1 dia

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Como funciona o agendamento (pedidos no Brasil)

Após a validação da empresa, **é a Embaixada que comunica a data e o local do atendimento** no centro VFS Global indicado no pedido da empresa. Você não agenda por conta própria: aguarde a comunicação (em regra por email — vigie também o spam) e mantenha o dossiê pronto para não perder a data.

**Confirme com a empresa qual centro VFS Global foi indicado** no pedido (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Belém, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba ou Porto Alegre) — é lá que será o seu atendimento.

**Em outros países**, o canal continua a ser o indicado pela página oficial do posto (Missão 5): agendamento direto no site da VFS Global ou do Consulado. A regra de ouro é a mesma — dossiê pronto **antes** do agendamento.

O dia do atendimento presencial

**Compareça na data e no local indicados** com o processo completo: originais + cópias, passaporte e a comunicação do agendamento. Chegue com antecedência.

**Pague as taxas:** a taxa consular do visto de residência é de **€110** (2026); nos centros VFS Global soma-se a taxa de serviço do centro. Confirme as formas de pagamento aceitas no seu posto.

**No ato da entrega**, dados biométricos e fotografia podem ser coletados. Responda ao que for perguntado com o que está nos documentos — sem improvisar.

**Guarde o protocolo/recibo** com o número do processo: é com ele que você acompanha tudo na Missão 9.

Pedido submetido, taxas pagas, protocolo em mãos.

Antes de continuar confirme que

Recebi a comunicação de data e local (Brasil) ou agendei no canal certo (outros países).

Entreguei o processo completo, com originais e cópias.

Paguei a taxa consular (e a de serviço, quando aplicável).

Guardei o protocolo com o número do processo.

A parte que dependia de você está feita. Agora é acompanhar — com método, não com ansiedade.

Acompanhar a análise e receber o visto

Atravessar a análise com tranquilidade, responder bem a qualquer pedido adicional e receber o visto — o momento em que este módulo termina.

2 semanas a 3 meses (varia por posto; o prazo legal de referência é de 60 dias, mas na prática costuma se estender)

facil

Os estados do seu pedido

Do início ao fim, o pedido passa por estes estados: **Em preparação** (missões 1 a 7) → **Pedido apresentado** (atendimento realizado) → **Em análise** (Consulado a avaliar) → **Visto emitido** ✅ ou **Pedido recusado** (e, nesse caso, há caminho — veja "Se algo der errado"). Saber em que estado você está evita ansiedade e decisões precipitadas.

Como fazer

**Acompanhe pelo canal indicado no protocolo** — rastreamento online da VFS Global ou contato do Consulado. Verifique uma vez por semana; mais que isso só gera ansiedade, não velocidade.

**Se pedirem documentos adicionais**, é comum e **não significa recusa**. Responda dentro do prazo, com exatamente o que foi pedido, **sem contradizer** o que já está no processo. A cópia digital da Missão 7 existe para isso.

**Recebida a decisão, se o visto foi aprovado:** confira a vinheta no passaporte no mesmo dia — nome exatamente como no documento, tipo de visto e datas de validade. Em regra, o visto de residência para trabalho vale **4 meses e permite duas entradas**; é nesse período que acontecem os próximos passos da Jornada, já em Portugal.

**Se foi indeferido:** respire — há caminho. A seção Se algo der errado explica a reapreciação, o recurso e o novo pedido corrigido.

**Com o visto conferido, este módulo termina.** Só agora começam as decisões de viagem — que têm módulo próprio na Jornada.

**Visto D1 emitido no passaporte**, conferido — módulo concluído.

Antes de concluir confirme que

Acompanhei o processo pelo canal oficial.

Respondi a eventuais pedidos adicionais no prazo e sem contradições.

Conferi a vinheta: nome, tipo de visto e validade corretos.

Não assumi nenhuma despesa irreversível antes da aprovação.

Visto D1 emitido — módulo concluído. Você fez, sozinho, o que muita gente paga caro sem entender. A próxima etapa da Jornada chega em breve.

Documentos explicados

Grupo 1 — Documentos do trabalhador

**Passaporte.** Para que serve: identifica você em todo o processo e recebe a vinheta do visto. Quem emite: a autoridade do seu país (no Brasil, a Polícia Federal). Quando é utilizado: no formulário, na entrega e na emissão do visto — do início ao fim. Erro mais comum: validade insuficiente descoberta no balcão — renove antes de começar.

**Registro criminal do país de origem** (no Brasil, a certidão de antecedentes criminais). Para que serve: mostra seu histórico nos países onde você viveu por mais de um ano. Quem emite: o órgão nacional competente (no Brasil, a Polícia Federal, online e gratuita). Quando é utilizado: entregue com o pedido, já apostilado. Erro mais comum: emitir cedo demais — a certidão vence (em geral, 90 dias) antes da entrega.

**Autorização de consulta ao registo criminal português.** Para que serve: autoriza as autoridades portuguesas a consultar o registo em Portugal. Quem emite: você mesmo — é uma declaração assinada no próprio pedido. Quando é utilizado: assinada na montagem do processo (Missão 7). Erro mais comum: esquecer a assinatura desse campo.

**Comprovativo de alojamento.** Para que serve: mostra onde você vai morar no início da vida em Portugal. Quem emite: o senhorio (contrato), quem vai receber você (termo de responsabilidade — modelo na seção Modelos) ou a plataforma de reserva. Quando é utilizado: entregue com o pedido, coerente com a morada do formulário. Erro mais comum: morada diferente da declarada no formulário.

**Meios de subsistência.** Para que serve: comprova que você se sustenta no início (referência: 100% do salário mínimo por mês — €920 em 2026); a promessa de contrato reforça como elemento complementar. Quem emite: seu banco — extratos, poupança, comprovativos de rendimento. Quando é utilizado: entregue com o pedido. Erro mais comum: valores no limite exato, sem folga.

**Seguro de viagem** — quando exigido pelo Consulado ou pela VFS Global.

**Fotografias recentes.** Para que serve/quando: acompanham o formulário no ato da entrega, no padrão exigido pelo posto. Erro mais comum: foto antiga ou fora do padrão.

**NIF (se já tiver).** Para que serve: facilita procedimentos futuros; inclua no dossiê (ver observação na Preparação).

Grupo 2 — Documentos da empresa

**Promessa de contrato ou contrato de trabalho.** Para que serve: é a peça central — o fundamento do pedido do Visto D1. Quem emite: a empresa, assinada por quem tem poderes para obrigá-la, de preferência via CMD. Quando é utilizado: validado na Missão 2, entregue com o pedido. Erro mais comum: campo vago ("salário a combinar") ou assinatura de quem não tem poderes.

**Declaração do IEFP (quando aplicável).** Para que serve: prova que a empresa cumpriu o procedimento de recrutamento no mercado nacional. Quem emite: o IEFP, a pedido da empresa. Quando é utilizado: junta-se ao processo antes da entrega. Erro mais comum: deixar para confirmar com a empresa na véspera do agendamento.

**Certidão permanente (código de acesso).** Para que serve: é o "espelho" oficial da empresa — quem a representa, atividade, sede. Quem emite: o registo comercial português; a empresa fornece o código de acesso. Quando é utilizado: confirma quem pode assinar a promessa (Missão 2) e acompanha o processo. Erro mais comum: conferir a assinatura sem olhar a certidão.

**Comprovativos de situação regularizada (AT e Segurança Social).** Para que serve: mostram que a empresa não tem dívidas fiscais nem contributivas. Quem emite: a própria empresa obtém nos portais oficiais, em minutos. Quando é utilizado: entregues com o processo. Erro mais comum: certidões vencidas no dia da entrega.

Grupo 3 — Documentos que dependem do país

Cada Consulado publica a própria lista, com particularidades locais: certidões específicas, formatos de foto, cópias, comprovativos extras. **A página oficial do seu posto prevalece sempre** — confirme lá antes de fechar o dossiê (Missão 5).

Grupo 4 — Documentos que necessitam de Apostila da Haia

Em regra, os **documentos públicos estrangeiros**: registro criminal do país de origem, certidões civis e diplomas (quando exigidos). Onde: no Brasil, cartórios autorizados; em outros países, a autoridade da Convenção de Haia. País fora da Convenção → legalização consular.

Grupo 5 — Documentos que necessitam de tradução certificada

Apenas os que **não estão em português**, com tradução certificada aceita pelo Consulado — e sempre depois da apostila.

**Cidadãos da CPLP:** documentos emitidos originalmente em língua portuguesa normalmente **não necessitam de tradução**. Exceções, quando existirem, estarão indicadas claramente na lista do seu Consulado.

Modelos

Modelo 1 — Termo de responsabilidade de alojamento

**Quando utilizar:** quando alguém (familiar ou amigo residente em Portugal) vai receber você no início — quem emite é a pessoa que aloja. **Quando não utilizar:** se você já tem arrendamento ou reserva em seu nome — nesse caso, apresente esse comprovativo, sem termo. **Erro mais comum:** morada do termo diferente da indicada no formulário — a coerência entre os dois é exatamente o que o posto verifica. Adapte os campos entre colchetes:

**Assunto: Termo de responsabilidade de alojamento**

[Nome completo de quem aloja], titular do documento [Cartão de Cidadão / título de residência n.º ___], residente em [morada completa em Portugal], declara, sob compromisso de honra, que se responsabiliza pelo alojamento de [nome completo do requerente], titular do passaporte n.º [número], na morada acima indicada, pelo período inicial da sua permanência em Portugal.

[Local], [data] — [Assinatura]

Modelo 2 — E-mail de acompanhamento ao Consulado ou à VFS Global

**Quando utilizar:** apenas depois de ultrapassado o prazo indicado no ato da entrega. **Quando não utilizar:** na primeira semana, nem em mensagens repetidas — insistência não acelera a análise. **Erro mais comum:** tom de cobrança; o e-mail pede informação, não exige resposta.

**Assunto: Pedido de visto nacional — processo n.º [número do protocolo]**

Exmos. Senhores, submeti em [data] o pedido de visto de residência para trabalho subordinado, com o protocolo n.º [número]. Uma vez ultrapassado o prazo indicado no ato da entrega, venho respeitosamente solicitar informação sobre o estado do processo. Permaneço à disposição para qualquer esclarecimento ou documento adicional. Com os melhores cumprimentos, [Nome completo · n.º do passaporte · contato].

Modelo 3 — Promessa de contrato de trabalho

**Quando utilizar:** é o documento-base do pedido D1 quando ainda não há contrato assinado. **Quando não utilizar:** se a empresa já assina o contrato definitivo (com cláusula condicionada ao visto), o contrato substitui a promessa. **Erro mais comum:** campos vagos — "salário a combinar" ou função genérica travam o processo (a Missão 2 valida os 7 elementos).

O modelo comentado da promessa vive no módulo anterior, junto do contexto da negociação com a empresa: abrir o modelo no módulo Trabalhar em Portugal.

Checklist do módulo

Enquadramento

Caso confirmado como Visto D1 (Missão 1).

Promessa ou contrato validado com os 7 elementos (Missão 2).

Empresa alinhada; IEFP confirmado quando aplicável (Missão 3). Para pedidos no Brasil: empresa informada de que é ela que inicia o processo na Embaixada.

Para pedidos no Brasil: pedido da empresa formalizado e validação pela Embaixada em curso ou concluída. (Outros países: não se aplica.)

Documentos do trabalhador

Passaporte com validade adequada.

Registro criminal recente — apostilado/legalizado e traduzido apenas quando exigido, conforme o país de emissão e o posto consular.

Comprovativo de alojamento coerente com o formulário.

Meios de subsistência comprováveis (referência €920/mês).

Seguro de viagem (quando exigido pelo Consulado ou pela VFS Global).

Fotografias no padrão do posto. NIF incluído, se já existir.

Documentos da empresa

Promessa/contrato assinado (de preferência via CMD).

Declaração do IEFP (quando aplicável).

Código de acesso da certidão permanente.

Comprovativos de não dívida (AT e Segurança Social).

Processo

Lista oficial do meu Consulado/VFS Global conferida.

Apostilas e traduções na ordem certa (documento final → apostila → tradução).

Formulário preenchido, coerente e assinado.

Processo montado na ordem da lista + cópia digital completa.

Taxa consular (€110) e forma de pagamento confirmadas.

Estratégia: a linha do tempo até o visto

A linha do tempo (termina na emissão do visto)

**Pedidos no Brasil (a partir de 1/8/2026):** Promessa de contrato → **Empresa formaliza o pedido na Embaixada** → Validação da empresa → Reunir documentos → Apostilar e traduzir → Preencher o formulário → **Embaixada comunica data e local** → Atendimento na VFS Global → Análise → Decisão → **Visto emitido**

**Outros países:** Promessa de contrato → Reunir documentos → Apostilar e traduzir → Preencher o formulário → Agendamento (no canal indicado pelo posto) → Entrega dos documentos → Análise → Decisão → **Visto emitido**

Objetivo alcançado — Visto emitido. O módulo termina aqui.

Viagem, chegada e residência têm módulos próprios na Jornada.

Os 4 prazos que você precisa separar

**1. Tempo para preparar os documentos** — de 2 a 6 semanas, na sua mão e na da empresa. É o único prazo que você controla: quanto mais cedo a Missão 3 acontece, menor ele fica.

**2. Tempo até o agendamento** — não se controla. No Brasil, depende da formalização do pedido pela empresa e da validação pela Embaixada, que depois comunica a data; em outros países, varia por posto e época do ano. Administra-se tendo o dossiê pronto **antes** de a data chegar.

**3. Tempo médio de análise** — de 2 semanas a 3 meses, variando por posto (o prazo legal de referência é de 60 dias; na prática costuma se estender). Também não se controla; o que acelera é um processo coerente que não gera pedidos de esclarecimento.

**4. Validade do visto emitido** — em regra, **4 meses e duas entradas**. Este prazo só começa a contar depois da emissão — e é dentro dele que acontecem as próximas etapas, já em Portugal.

Riscos: motivos frequentes de indeferimento

Nenhum destes motivos deve assustar — todos são evitáveis com a preparação que as missões ensinam:

**Documentação incompleta** — falta um item da lista do posto. Neutralizado pelas Missões 4, 5 e pelo Checklist.

**Documentos inválidos** — certidão vencida, apostila em falta, tradução não certificada. Neutralizado pela Missão 6 e pelo controle de validades.

**Empresa sem condições para suportar a contratação** — dívidas, atividade incompatível com a vaga ou incapacidade de pagar o salário. Neutralizado pela conversa da Missão 3.

**Dúvidas sobre a finalidade da viagem** — o conjunto não convence de que o objetivo é trabalhar. Neutralizado pela coerência entre promessa, formulário e entrevista.

**Inconsistências nas informações** — datas, valores ou nomes que não batem entre documentos. Neutralizado pela conferência da Missão 7.

**Outros fundamentos previstos na legislação** — casos específicos (por exemplo, impedimentos de entrada). Se suspeita de algo no seu histórico, esclareça antes de submeter.

E, ao lado dos fundamentos formais, os **erros práticos** que mais derrubam pedidos — todos do lado do candidato, todos evitáveis com a conferência das Missões 6 e 7:

**Documentos vencidos** no dia da entrega — o registro criminal é o campeão.

**Formulário incompleto** — campos deixados em branco que pareciam opcionais.

**Assinaturas em falta** — inclusive a autorização de consulta ao registo criminal português.

**Informações contraditórias** entre o formulário e os documentos.

**Documentos ilegíveis** — cópias escuras, digitalizações cortadas, carimbos que não se leem.

A leitura certa desta lista: o Consulado não procura motivos para recusar — procura coerência. Um processo completo, válido e consistente responde a todos os pontos acima de uma vez.

Erros comuns a evitar

**Comprar passagem antes da aprovação do visto** — o erro mais caro de todos. A regra é uma só: primeiro a vinheta no passaporte, depois qualquer despesa.

**Emitir o registro criminal cedo demais** — a certidão vence antes da entrega e é preciso pagar e esperar de novo.

**Nome divergente entre documentos** — abreviações e sobrenomes diferentes do passaporte geram esclarecimentos evitáveis.

**Promessa assinada por quem não tem poderes** — a assinatura precisa ser de quem consta na certidão permanente da empresa.

**Traduzir antes de apostilar** — a ordem certa é documento final → apostila → tradução; invertê-la é pagar duas vezes.

**Deixar o dossiê para depois do agendamento** — no novo fluxo, a data pode ser comunicada pela Embaixada; chegar ao balcão com documento em falta transforma o atendimento em nova espera.

**Confundir D1 com D3 ou contar com o visto de procura de trabalho** — a Missão 1 existe exatamente para isso.

**Responder a um pedido de esclarecimento contradizendo o processo** — use a cópia digital para responder alinhado com o que já foi entregue.

Se algo der errado

Pediram documentos adicionais

É comum e não significa recusa. Responda dentro do prazo, entregando exatamente o que foi pedido, coerente com o processo original (a cópia digital da Missão 7 é sua referência). Respondido bem, o processo simplesmente segue.

A decisão está demorando

Prazos variam por posto. Passado o prazo indicado na entrega, use o Modelo 2 (e-mail de acompanhamento) — cordial, com o número do protocolo. Enquanto isso, mantenha a disciplina financeira: nenhuma despesa irreversível.

O visto foi indeferido

Leia a fundamentação com calma — ela diz exatamente o que faltou. Em regra, há dois caminhos: **pedir reapreciação/recorrer** dentro do prazo indicado na decisão, ou **submeter novo pedido** corrigindo a causa (promessa mais detalhada, meios reforçados, documento em falta). Muitos indeferimentos são revertidos no segundo pedido, feito sem o erro original.

A empresa desistiu durante o processo

Sem o vínculo, o fundamento do D1 deixa de existir. Se acontecer antes da decisão, informe o posto; o caminho passa a ser conseguir nova promessa (o módulo anterior continua valendo) e submeter novo pedido. Frustrante, mas não é o fim da Jornada — é uma volta ao passo anterior.

O passaporte vai vencer no meio do processo

Renove antes de submeter, sempre que possível. Se o processo já estiver em análise, contate o posto para saber como proceder — não deixe para descobrir na hora da vinheta.

Próxima etapa

Com o Visto D1 emitido, termina a fase consular — e começa a preparação da nova vida.

**Próxima etapa: Em breve.**

O módulo seguinte da Jornada está em produção e será liberado aqui no Painel. Enquanto isso, guarde bem o passaporte com o visto e mantenha o dossiê digital organizado — ele será útil já na próxima etapa.

Fontes oficiais

Este módulo baseia-se na legislação portuguesa e nas fontes oficiais. Cada entidade participa em um momento diferente do processo — saber quem faz o quê evita bater na porta errada:

**Consulado de Portugal do seu país** — quem recebe o pedido, analisa e emite o visto (Missões 8 e 9). A página oficial de cada posto está no Portal das Comunidades Portuguesas.

**Embaixada de Portugal em Brasília — Vistos de Trabalho** (página oficial) — a fonte primária do novo procedimento para pedidos no Brasil: é aqui que está o que a empresa deve enviar e como o agendamento é comunicado (Missões 3, "Validação pela Embaixada" e 8).

**Portal de Vistos do MNE** (vistos.mne.gov.pt) — onde o processo começa no papel: requisitos oficiais e o formulário do visto nacional (Missão 7).

**VFS Global** (www.vfsglobal.com) — centro de coleta documental: agendamento, entrega e acompanhamento, nos países onde recebe os pedidos em nome do Consulado (Missões 8 e 9).

**IEFP — Instituto do Emprego e Formação Profissional** (www.iefp.pt) — participa antes do pedido: o procedimento de recrutamento que cabe à empresa, quando exigido (Missão 3).

**Diário da República** (diariodarepublica.pt) — onde conferir a lei na fonte: texto integral da Lei n.º 23/2007, do Decreto-Lei n.º 41-A/2024 e da Lei n.º 61/2025.

Conteúdo revisto em julho de 2026.